Suponha que você ou uma pessoa que você conhece esteja pensando em se tornar parte de uma determinada igreja. Como deve examinar seus ensinamentos? Gostaria aqui de oferecer algumas diretrizes.
(1) Tenha uma idéia clara do tipo de ensinamento que está buscando. Isso parece óbvio, já que você estará procurando ensinamento ortodoxo. Há, porém, níveis diferentes da sã doutrina até mesmo entre igrejas que são ortodoxas nos seus ensinamentos. Há duas questões que devem ser respondidas.
Em primeiro lugar, a igreja encara a doutrina de maneira séria e equilibrada? Você deve procurar uma igreja que proporcione tanto o “leite” (ensinamento para os cristãos novos e ainda imaturos) quanto o “alimento sólido” (para aqueles que já estão mais maduros na fé). Algumas igrejas aparentemente não oferecem nada além de princípios básicos sobre a família, o dinheiro e outros assuntos relativamente menos complicados. Outras igrejas, por outro lado, negligenciam esses assuntos tão práticos e necessários. O que é desejável é que se busque o equilíbrio. Deve-se também buscar uma igreja que ensine sobre uma variedade de assuntos doutrinários. Algumas igrejas, infelizmente, na maior parte do tempo só ensinam sobre um assunto doutrinário (seja justificação pela fé, dons espirituais, últimos tempos, etc.). Ainda que se deva reconhecer que não se pode ensinar sobre tudo, todo o tempo, deve-se buscar uma igreja equilibrada.
Em segundo lugar, a igreja tem alguma posição doutrinária oficial que você terá dificuldade em aceitar? Pergunte a si mesmo: “Será que eu ficaria envergonhado se trouxesse um visitante a essa igreja e ele escutasse esse ensinamento?” Você terá que decidir quais são os ensinamentos que podem lhe causar problemas. Em alguns assuntos, devemos ser flexíveis, porque não são cruciais; em outros, porém, podemos decidir que é necessário tomar uma posição mais firme. Essa questão é ainda mais importante para aqueles que planejam fazer parte do ministério de ensino da igreja. Afinal de contas, uma coisa é freqüentar uma igreja que tem uma visão do milênio diferente da sua; outra coisa é ter de ensinar a visão com a qual você discorda.
(2) Pergunte sobre as afiliações religiosas. O nome de uma igreja pode ou não dizer muito sobre suas crenças. O primeiro passo, nesses casos, é procurar saber se ela é parte de uma denominação ou associação de igrejas e, se for, de qual.
(3) Solicite uma declaração doutrinária. Muitas igrejas têm a sua própria declaração doutrinária, até mesmo aquelas que são parte de uma denominação. Use discernimento quando ler a declaração; muitas delas serão detalhadas, enquanto outras são mais concisas. Algumas mencionarão concordância com credos históricos, mas muitas os reinterpretam com base numa teologia liberal.
(4) Descubra quem fundou a igreja ou a denominação, e quem são seus líderes hoje. Muitas vezes essa é a única maneira de descobrir as crenças de uma igreja.
(5) Consulte manuais de referência e enciclopédias. Muitas dessas publicações contêm informações úteis sobre a maioria dos grupos religiosos que você poderá encontrar.
Fonte: MANUAL PRÁTICO DE DEFESA DA FÉ
Site: http://www.cacp.org.br/
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Etimologia da palavra gospel
Em inglês, "gospel", derivada do inglês antigo "God-spell" que significa good tidings, ou good news, em português, "boas novas," aludindo ao Evangelho bíblico que nos narra as "boas novas ao mundo" — ou seja, a vinda de Cristo ao Mundo —, pelos livros dos Evangelhos Canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Uma tradução literária da palavra grega, euangelion para o Inglês eu- "good", -angelion "message", que significa em Português, boa mensagem". Originalmente, no grego Clássico, angelion referia-se a gorjeta que se dava ao mensageiro que entregava uma (eu = boa) mensagem ("o antigo correio"), mas já dos anos de Cristo a palavra se cunhou no significado de "mensagem". A palavra grega, euangelion é também a fonte do termo "evangelista". Os autores dos Evangelhos Canônicos Cristão são conhecidos como os evangelistas. Geralmente, nos Estados Unidos, o termo gospel é uma referência a trabalhos do gênero de literatura cristã antiga.
Antes do primeiro evangelho ser escrito (Marcos, c65-70 dc),Paulo, o Apóstolo, usou o termo euangelion quando ele lembrou ao povo da Igreja de Corinto: …o evangelho que vos anunciei … (I Coríntios 15:1). Paulo asseverou que eles estavam sendo salvos pelo Evangelho, e ele caracterizou nos termos mais simples, enfatizando a aparição de Cristo após a Sua Ressurreição (15:3-8).
O uso extensivo mais cedo de "euangelion" (gospel) para indicar um gênero específico de escrever datas ao Século II: o bispo Justino Mártir, por volta do ano 155 dC, em "1 Apologia LXVI," escreveu:
"… os Apóstolos, nas suas memórias escritas por eles, a qual são chamada de Evangelhos."
Na Introdução ao Velho Testamento de Henry Barclay Swete, páginas 456-457, diz:
"Euangelion no LXX ocorre somente no plural, e talvez somente no sentido clássico de uma recompensa pelas boas notícias" (II Sam. 4:10; 18:20; 18:22; 18:25-27 e II Reis 7:9. No Novo Testamento o termo aparece apropriadamente as circunstâncias das boas novas Messiânica (Marcos 1:1; 1:14), provavelmente derivando este novo significado do uso Euangelion em Isa. 40:9; 52:7; 60:6 e 61:1.
No Novo Testamento, o "evangelho" significava a proclamação do poder da salvação de Deus através de Jesus de Nazareth, ou da mensagem do Ágape proclamada por Jesus de Nazareth. Este é o uso no Novo Testamento original (por exemplo: Marcos 1:14-15 ou I Coríntios 15:1-9; veja também "G2098 de Strong"). A palavra ainda é usada neste sentido.
Fonte: www.wikipedia.com
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